postado em junho 08, 2011 15:32
Acadêmicos da Universidade de Chicago (EUA) completaram um dicionário em 21 volumes da língua da Mesopotâmia antiga e de seus dialetos babilônicos e assírios.
O projeto levou 90 anos para ficar pronto. Essas línguas e dialetos passaram 2.000 anos sem ser falados, mas ficaram preservados em tabuletas de argila e em pedra.
A língua foi a que Sargão, o Grande, rei da Acádia no século 24 a.C., usou para comandar o que teria sido o primeiro império do mundo, e que Hammurabi, em 1700 a.C., empregou para redigir o primeiro código de leis.
Também se tornou o vocabulário empregado no épico de Gilgamesh, primeira obra-prima da literatura mundial, e da irrigação de terras, do transporte de grãos e das previsões do futuro.
Segundo o diretor do Instituto Oriental da universidade, Gil Stein, o dicionário é "uma ferramenta indispensável de pesquisa para explicar registros escritos da civilização mesopotâmica".
O professor de línguas semíticas na Universidade Johns Hopkins, Jerrold Cooper, disse que a obra abre para estudo "a fase mais rica da escrita cuneiforme".
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